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 Prevenção e controle de doenças transmissíveis 
 
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O Brasil vem alcançando resultados cruciais na prevenção e no controle de doenças transmissíveis e dispõe do mais completo programa de imunizações do mundo. O País saltou de 214 milhões para 322 milhões de doses anuais de vacinas e soros de meados da década para 2001. Tem em seu calendário básico todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. São 45 tipos de imunobiológicos disponíveis gratuitamente em todo o País para toda a população. Em caráter de rotina, há também vacinação, nas crianças menores de dois anos de idade, contra a bactéria causadora da meningite infantil.


A seguir, alguns dos principais resultados obtidos:


• Poliomielite – O Brasil é o único país que consegue, em um único dia, como acontece nas campanhas de vacinação contra poliomielite (paralisia infantil), ativar 131 mil postos de saúde, mobilizar 530 mil pessoas, entre profissionais de saúde e voluntários, e vacinar mais de 17 milhões de crianças. A doença, que pode deixar seqüelas graves e até mesmo matar, chegou a acometer 3.596 crianças no ano de 1975, mas foi totalmente erradicada do nosso País a partir de 1990. O Governo Federal manteve essa erradicação apesar das epidemias que ocorreram em vários países da África e da Ásia durante a última década.


• Sarampo – Chegava a atingir de 2 a 3 milhões de crianças nos anos epidêmicos na década de 70, encontra-se sem registro de casos autóctones no País desde dezembro de 2000.


• Difteria – Também era muito presente entre as crianças. Apresentou, em 2001, apenas 19 casos confirmados de 130 notificados, isto é, houve uma redução superior a 99%, quando comparado ao registrado em 1980, que foi de 4.646. Os óbitos por essa doença reduziram-se de 266 para 10 nesse mesmo período.


• Tétano neonatal – A redução obtida foi de 584 casos, em 1982, para 33 casos em 2001. As mortes por essa causa também se reduziram 17 vezes, de 470 ocorrências, em 1982, para 27, em 2001. Com esses dados, o Brasil já atingiu a meta de incidência inferior a um caso por mil nascidos vivos, considerada pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) como indicativa da eliminação dessa doença como problema de saúde pública.


• Cólera – Em 1998, ocorreram 2.745 casos de cólera em todo País. Em 2001, esse número caiu para apenas sete casos. Em 2002, não há registro de casos. Esse resultado é fruto das várias ações implantadas, como o monitoramento, pelas secretarias municipais e estaduais de saúde, das doenças diarréicas agudas em 3.371 municípios, distribuição de hipoclorito e de material informativo para populações com dificuldades de acesso à água tratada.


• Doença de Chagas – Responsável por cerca de 100 mil casos novos por ano ao final da década de 1970, a Doença de Chagas encontra-se com a transmissão vetorial pelo Triatoma infestans completamente interrompida em dez estados, inclusive em Minas Gerais, onde foi descoberta. Espera-se para 2003 a certificação da interrupção pela Opas no Paraná, no Rio Grande do Sul e na Bahia, os três estados restantes.


• Malária – Em 1999, o número de casos de malária no país atingiu 637 mil, com tendência de crescimento. Em agosto de 2000, foi lançado o Plano de Intensificação das Ações de Controle da Malária (PIACM), no qual foram priorizadas ações em 254 municípios da Amazônia Legal, em parceria com estados e prefeituras. Em 2001, foram registrados 389 mil casos da doença, isto é, 248 mil a menos que dois anos antes, uma redução de 40%. Estima-se que foram evitadas 800 mil novas vítimas da malária no período 2000-2001. Nas áreas indígenas, a redução alcançada foi de 63%.


• Filariose – Está sendo interrompida a transmissão de filariose, que permanecia de forma endêmica em três capitais: Belém, Recife e Maceió. Em Maceió, a prevalência está próxima de zero, bastante próxima da interrupção da transmissão da doença. Na região metropolitana de Recife, onde a doença tinha sua maior prevalência, o número de casos caiu de 1.713, em 2000, para 897 casos, em 2001.


• Febre amarela – A partir de 1998, foi intensificada a vacinação nas áreas endêmicas e de risco, assim como de pessoas que para lá se destinassem. No período 1998-2001, aplicaram-se 63,4 milhões de doses da vacina. Essa ação possibilitou manter sob controle a febre amarela silvestre (em 2000, foram registrados 85 casos e 41 em 2001) e, principalmente, manteve-se erradicada a febre amarela urbana.


• Dengue – O Brasil sofreu importantes surtos epidêmicos de dengue, assim como vários países tropicais do mundo. O número de municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, chegou a 3.529 em 2001, com um número de 358 mil casos notificados entre janeiro e junho daquele ano. Já em 1995, o Governo Federal implementou um plano de intensificação das ações de controle da doença. Entre 1997 e 2000, foi colocado em prática um plano de controle do mosquito Aedes aegypti, levado a todo o País, especialmente nos municípios localizados nas áreas de maior incidência da doença. O Ministério da Saúde transferiu a 4.210 municípios o equivalente a R$ 374 milhões para o combate à dengue. Em julho de 2002, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Controle da Dengue, ampliando os recursos que chegam a mais de R$ 1 bilhão e incluindo um forte componente de
informação e mobilização social.


• Hanseníase – Tem apresentado uma redução significativa de sua prevalência, de 16,4 casos por 10 mil habitantes, em 1985, para 4,7 em 2000, aproximando-se da meta proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de eliminar essa doença como problema de saúde pública, com a redução de sua prevalência para 1,0 por 10 mil habitantes no ano de 2005.


 

 

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